A “aventura” continua…

De Orlando fomos para Tallahassee… as opções de acomodação já eram escassas naquele momento por causa do furacão, qdo acrescentávamos os nossos 04 patas ficava quase impossível… depois de muita procura, chegamos a um hotel. Os quartos tinham um cheiro super forte de cigarro, eram sujos, impossível estar ali… optamos por dormir no motorhome naquela noite. A única da viagem! 🚍

De lá partimos para Georgia, através de aplicativos como o Airbnb, chegamos em um casa na cidade de Columbus. Ali cabia todo mundo, andávamos no quarteirão com os cachorros e, pela primeira vez, nos alimentávamos de forma decente, já que ninguém ousaria cozinhar no motorhome após as formigas e baratas. 

Eu tirava leite a cada duas hs e meia, três horas no máximo… dia e noite… se a Georgia estivesse dormindo, eu a acordava pra tomar a mamadeira… sem o “apoio” das enfermeiras a cada 03hs, agora era a minha mãe a escolhida (foto 01). ❤️ Tadinha! Não sei se ela ficava mais nervosa com os engasgos da Geo ou com a minha supervisão de olhos de águia! Qta paciência ela precisou ter comigo! 😬 Eu me sentia transbordando tanta coisa, mas, não havia tempo e nem espaço para dar vazão aos sentimentos, tínhamos muita coisa pra dar conta… 

Após duas noites em Columbus, tão bem instalados (foto 02), tivemos que ir embora… a casinha já tinha reserva para os outros dias. A proprietária se comoveu com aquela loucura toda que estávamos vivendo e ofereceu outra casa de temporada que ela tinha em Senoia (cidade que havia sido gravado The Walking Dead). Lá fomos nós! 

Logo que chegamos bateu insegurança porque era uma “mobile home” e o furacão parecia mudar de rota conforme o nosso destino. 🙈 Não tínhamos outra opção, ali nos instalamos. Todos nós estávamos com os nervos à flor da pele… as respostas atravessadas entre nós eram mais rápidas do que a nossa capacidade de ser gentil em meio a tantos contratempos. 🤷‍♀️

Em um momento de “falso relax” na sala… estávamos eu, minha mãe, a Geo e o Benny em um sofa (foto 03), meu marido sentado em uma poltrona segurando o Ox na guia e o Xico deitado no chão dormindo. De repente, eu vejo algo correr entre as poltronas… os cachorros não se mexeram, eu pensei: “estou delirando”, mas, qdo o meu olhar encontrou o do meu marido tivemos a certeza que algo estava errado. Um R A T O também estava na sala nos fazendo companhia! Saí correndo para o quarto com a Georgia, minha Mae, o Benny e o Xico enquanto o Laurinho prendia o Ox para procurar o rato. Conclusão, debaixo de muita chuva, lá estávamos nós colocando tudo no motorhome de novo… ja tínhamos superado formigas, barata… mas, rato não iria dar pra encarar com uma recém-nascida nos braços. 

Lembrando que como a idéia inicial era dormir no motorhome, não levamos malas… colocamos as nossas coisas nos armários para poupar espaço, já que a nossa familia já era complexa o suficiente para o tamanho do último motorhome disponível qdo alugamos. Ou seja, a cada mudança de casa ou hotel, descíamos tudo em sacolas e dentro da banheira da Georgia… tínhamos que fazer várias viagens pra tirar tudo. Era uma L O U C U R A!!!! Fora os meus leites congelados que exigiam cuidado de refrigeração. 🙈

Decidimos ir voltando pra Florida, fomos de Senoia (GA) a Ocala (FL), paramos no único hotel disponível que era a verdadeira representação de “festa estranha com gente esquisita”… fingimos normalidade e fomos eu, minha mãe, Georgia e Benny para um quarto; meu marido, Ox e Xico para o outro. A esta altura, algumas vezes eu tentava amamentar a Geo ao invés de darmos a mamadeira, mas, ela tinha muito refluxo… vim a entender depois que isto estava relacionado a alguns fatores: meu excesso de leite, a ejeção muito forte, a minha “neura” de alimenta-la o tempo todo, e claro, os freios. 🙄

Somado a tudo isto, a Georgia fazia cocôs explosivos que neste momento da viagem começaram a ter uma coloração esverdeada. Pronto, além de me preocupar se ela estava hidratada com os refluxos e “diarréias”, agora eu tinha certeza que ela estava com alergia alimentar devido a minha péssima alimentação durante aquela viagem. Afinal, o possivel, sem restaurante e sem cozinhar, era fast food a maior parte do tempo! Pronto, o pote de culpa estava mais do que cheio outra vez! 😐

Continuo amanhã com a Baixinha completando 1 mês no fim desta viagem maluca! 🤪

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

15 − oito =