Sobre (re)adaptação escolar e a beleza de ajudá-los a “ter certeza das raízes enquanto criam asas”!

Estamos na segunda semana de adaptação da nova escola (nova cidade, casa nova) após o intervalo de um ano em casa (esta parte todos conhecem). 😍

Semana passada foi tudo muito bem, aliás, foi excepcional… zero choro e muita tagarelice saindo da escola repleta de novidades… 😃

Nesta Segunda-feira, pela primeira vez, ela não queria ir… talvez um misto de volta do fds + o fato da novidade já ter virado parte do dia a dia, enfim… pedi para uma amiga (que a Maternidade acabou de me dar ❤️) pra nos encontrarmos na porta da escola para as meninas entrarem juntas… deu super certo! Seguimos…

Hoje eu ia começar um treino de funcional com mais uma das minhas recém-amigas (obrigada Maternidade, quem disse que só os filhos fazem amigos na escola?! 🤪), e por algum motivo, senti que deveria ficar no estacionamento da escola, trabalhando no meu “car office” (quem perdeu os stories da primeira semana de aula?!)🚘👩🏼‍💻

Uma hora e meia depois dela ter entrado, toca o telefone… leio o nome da escola no visor do carro! O NOME DA ESCOLA! 😳 Vixe!!!! Algo aconteceu…

O desfralde por aqui aconteceu de forma muito tranquila e nunca tínhamos tido um acidente fora de casa… hj, por algum motivo, ele aconteceu… talvez por não estar totalmente adaptada ainda e ter se sentido envergonhada de pedir para ir ao banheiro, talvez por uma dificuldade na comunicação… e era este o motivo da ligação… dos males, o menor! 🙌🏻

A profa ao telefone me dizia que após o acontecido, a Geo falava algo (em português) que ela não entendia e colocou a Geo pra falar comigo ao telefone, ela travou e não falava… meu coracão “respirou” aliviado por saber que eu estava ali, a poucos passos de poder vê-la, dar um abraço nela e saber o que estava acontecendo. E foi o que eu fiz… pedi para a profa levá-la na porta da escola (por causa da pandemia não podemos entrar), e ela só precisava de um abraço… estava mto frustrada e envergonhada com o que tinha acontecido! 🥺 Após conversarmos por alguns minutos, perguntei se ela queria entrar novamente e ir no parquinho com os amigos, ela disse que sim e seguiu de mãos dadas com a coordenadora…

Que misto de sensações! Um alivio enorme por eu ter “me escutado” e ter ficado ali no meu “bat local” da semana passada… uma gratidão imensa por poder estar presente e dar a segurança que ela precisava naquele momento, um orgulho que não cabia no peito de vê-la não desistir, e, a certeza que vale a pena cada um trilhar o caminho do maternar que acredita! ✨

Isto tudo me fez lembrar de uma história linda que eu ouvi do tio de um namorado na época da faculdade. Ele tinha saído de uma cidade de interior para estudar e, nos primeiros dias, estranhou demais a mudança… 🤯

Em um destes dias mais desafiadores, ele pegou as coisas dele e voltou para a casa dos pais na tal cidadezinha… o pai o recebeu de braços abertos, conversaram sobre como ele estava se sentindo e passaram um dia muito agradável juntos. No dia seguinte, o pai o acordou, entregou os seus pertences e falou algo como: “vai lá meu filho, continue…”

E, assim, ele voltou para a “cidade grande” com a certeza de que o seu pai sabia que ele daria conta das dificuldades e, “que se o calo apertasse muito”, ele tinha colo garantido pra recuperar a coragem! 🥰

É neste tipo de “maternar/paternar” que eu acredito! Hoje foi, particularmente, importante vivenciar este episódio, ser o porto seguro para que a minha menina passarinha alcance vôos cada vez mais ousados sabendo que sempre terá pra onde voltar caso precise recuperar o fôlego! ❤️

E você?! Acredita estar vivendo o maternar de acordo com os seus valores?! Ou se perde em meio a tantos palpites e opiniões alheias?! Vamos conversar a respeito em um espaço acolhedor e livre de julgamentos?! 😉 Conte comigo! 🫂

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