Campanha “Maio Furta-Cor”

Idealiza-se a maternidade de forma romântica, exigindo das mulheres uma performance afetiva muitas vezes incongruente com o que elas realmente sentem. Qual mãe encontra espaço para falar de seu cansaço, de seu desamparo, de sua solidão, de sua invisibilidade? Arriscamos dizer que nenhuma!

A crença no amor materno incondicional, na plenitude da mulher ao se deparar com a maternidade e no instinto materno como base do cuidado com os filhos coloca as mulheres em inúmeras ciladas: cobradas de performar o tal amor materno, se afogam no mar da culpa por não serem quem se espera que elas sejam. E passam a acreditar que são insuficientes, más ou loucas.

Nesse contexto, as mães têm adoecido. A ansiedade e depressão perinatal são condições de saúde mental prevalentes, são um pedido de socorro para a sociedade.

O contexto pandêmico – escolas fechadas, isolamento, reduções salariais, pouca ou nenhuma rede de apoio, conflitos conjugais, violência doméstica – têm gerado exaustão, solidão, invisibilidade, desqualificação e culpa que vêm se expressando diariamente no interior de muitos lares sob a forma de quadros graves de depressão, ansiedade, infelizmente, suicídio.

O Maio Furta-cor pretende existir com o intuito de transformar essa avalanche de dor em uma verdadeira onda de cuidado, de afeto, de legitimação do verdadeiro sentido do maternar.

Siga @maiofurtacor para acompanhar toda a programação desta campanha fantástica!

Texto: Manifesto Maio Furta-Cor retirado do site www.maiofurtacor.com.br

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